sábado, 30 de novembro de 2013

Cinfães e a linha do Douro



A estação de Mosteirô | fotografia de Emílio Biel | Museu de Lamego/Coleção da Família Mascarenhas Gaivão | 1887




Foi pela carta de lei de 2 de Julho de 1867 que se lançou a construção de duas linhas férreas a norte do Douro, ambas iniciadas na cidade do Porto: uma até Braga e Viana do Castelo e «outra pello valle do Soua e proximidades de Penafiel até ao Pinhão».
Em 1875 era inaugurado o troço que uniu a Invicta cidade a Penafiel e em 1879 a ligação à Régua. Neste ano passou o primeiro comboio à vista de Cinfães. Efectivamente a linha construída através do vale do Sousa, como especificado na carta régia, só faria jus ao seu nome por alturas da Pala e Porto Manso, no concelho de Baião, quando a linha pssava a uma cota inferior, próximo ao leito do Douro. Por razões que fará notar Alberto Pimentel em 1884 na sua obra Hospital de Cinfães e que podemos verificar na fotografia 1, o lugar de Mosteirô fora ferozmente arrancado à natureza bravia do granito e,  ao invés de servir directamente as comunidades fluvais de Porto Manso do lado de Baião e Porto Antigo, do lado de Cinfães, alçava-se isolado num ponto da encosta para onde nem havia estrada.

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