segunda-feira, 21 de junho de 2010

Centenário da República em Cinfães: antologia photographica #7

Igreja matriz de Cinfães. Postal não circulado, s/ data, colecção de Nuno Resende
(A disponibilização de uma cópia digital desta fotografia está disponível para trabalhos escolares e académicos. Envie o seu pedido para historiadecinfaes@gmail.com)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Bibliografia cinfanense #3

Musa Sinfanense é um pequeno livro de poesia, da autoria de António Teixeira de Castro Montenegro, sobre quem pouco sabemos. Foi editado em 1938, provável edição de autor com distribuição a cargo da Livraria Progredior, no Porto. Através desde dado e da referência no prefácio, supomos que António Teixeira, embora ligado a Cinfães por laços familiares, devia ter vivido e singrado naquela cidade, (talvez como comerciante ou proprietário), dado que deseja legar 20% sobre o lucro da venda deste pequeno livro a favor dos alunos que frequentarem a Escola oficial masculina n.º 5, na Avenida Baltazar Guedes, ao Bonfim. Dado que a zona oriental do Porto, onde se localizava aquele estabelecimento de ensino, era área particularmente atractiva para migrantes e imigrantes, talvez António de Castro Montenegro aí vivesse ou por lá tivesse passado a caminho ou de retorno do Brasil. Pelos singelos poemas podemos ainda constatar a existência de uma filha, Marília (pp. 10-11), o gosto do autor por Camilo Castelo Branco (p. 17), a sua homenagem aos aviadores Gago Coutinho e Sacadura Cabral (que em 1938 retumbava ainda como um feito digno dos argonautas da Expansão) e o contacto com alguns dos espaços urbanos no Porto (Palácio de Cristal) e arredores (Leça, Gondomar). O autor dedica, ainda, uma poesia à sua Aldeia (pp. 42-44), sem, contudo, revelar o topónimo. Seria junto ao Paiva, pois a este rio se refere no poema «O primeiro mestre de natação» («o meu Paiva murmurante», p. 52). Sobre o percurso escolar de António Teixeira, é possível acrescentar algumas notas graças à poesia que legou. Em 1911 despediu-se da Escola Normal e passou algum tempo pelo hospital psiquiátrico Conde Ferreira, onde diz ter tirado um curso, «estudando, noite e dia / Letras, direito e até cursando psiquiatria», como refere um curioso poema em que rebate o remoque ou sátira de outrem em relação tal período. Como refere o anúncio na primeira página da obra, estava em preparação o 2.º volume desta Musa Sinfanense que, tanto quanto supomos, não terá chegado a ver a luz do dia. Referência bibliográfica: MONTENEGRO, António Teixeira de Castro - Musa Sinfanense. Porto: [edição de autor], 1938, 71 pp., 19,5x13 cm.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Centenário da República em Cinfães: antologia photographica #6


Igreja de Oliveira do Douro. Postal não circulado de uma colecção de 9 que reproduzem aspectos vários de Oliveira do Douro, finais do século XIX. Colecção particular. Atrás da pequena igreja de Oliveira (que nesta altura ainda não possuía campanário) a imponente Casa da Castanheira com os seus acrescentos e edifícios anexos. Embora suspeitemos que este postal seja anterior à implantação da República, não deixa de ser um documento valiosíssimo para o estudo da arquitectura e da própria evolução história da paisagem por terra de Cinfães, nos últimos 150 anos.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Centenário da República em Cinfães: antologia photographica: #5

Ponte de Porto Antigo dinamitada em Janeiro de 1919 na sequência da «Monarquia do Norte, c. 1919, digitalização de positivo fotográfico em papel, colecção particular de Nuno Resende. A propaganda republicana, após a contenção do movimento (sedeado no Porto entre 19-01 e 23-02-1919) imputou responsabilidades aos monárquicos pela implosão da estrutura. Os monárquicos, em sua defesa, responsabilizaram as tropas de Abel Hipólito (militar e , em 1919, Senador por Viseu). Dado que a República venceu, foram acusados conspiradores realistas de Cinfães, como o Padre Freitas e o amanuense da Câmara Municipal, Alfredo da Silva Pimenta. Este último foi julgado exemplarmente, onde o testemunho de apaniguados do regime substituiu as provas. A ponte é uma boa metáfora para este tempo conturbado: liga duas margens nas duas direcções. A razão está de qual dos lados? (nota: no canto inferior direito é possível ver parte do grande areal de Porto Antigo).

(A disponibilização de uma cópia digital desta fotografia está disponível para trabalhos escolares e académicos. Envie o seu pedido para historiadecinfaes@gmail.com)

Centenário da República em Cinfães: antologia photographica: #4

«Vista das Pias», digitalização de positivo fotográfico em papel, c. 1960/1970, colecção particular de Nuno Resende.

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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Dicionário Histórico e Biográfico de Cinfães: Abel Botelho

ABEL BOTELHO
1855-Set-23, Tabuaço / Argentina, 1917
Militar, escritor e político republicano

Evocar o Centenário da República em Cinfães e não referir o escritor Abel Botelho é passar ao lado da História. Não que o militar, escritor e político republicano esteja de forma directa ligado ao município cinfanense, mas na sua vida e obra vamos encontrar pontos de ligação através dos quais podemos conhecer o ambiente social e político locais nos últimos 150 anos.

Abel Acácio de Almeida Botelho nasceu em Tabuaço, filho de um militar e professor, Luís Carlos de Almeida Botelho, e de uma senhora da pequena nobreza local, D. Maria Preciosa de Azevedo Leitão, da família Leitão que Manuel Gonçalves da Costa refere como arreigados miguelistas (COSTA, M. Gonçalves da Costa – Lutas liberais e miguelistas em Lamego. Braga: edição de autor, 1975 pp. 197198). Tendo ficado órfão de seu pai aos 12 anos, foi encaminhado ao Colégio Militar (que frequentou entre 1867 e 1872), de onde saiu com o posto de aspirante.

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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Centenário da República em Cinfães: antologia photographica: #3


Vista geral da vila de Cinfães, finais do séc. XIX, inícios do séc. XX. Digitalização de postal circulado, colecção particular de Nuno Resende.

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Centenário da República em Cinfães: antologia photographica: #2


Ponte de Caninhas, sobre o rio Paiva, entre os municípios de Cinfães e Castelo de Paiva. Digitalização de postal circulado (ed. Commercio do Porto), início do século XX, colecção particular de Nuno Resende.

(A disponibilização de uma cópia digital deste postal está disponível para trabalhos escolares e académicos. Envie o seu pedido para historiadecinfaes@gmail.com)

Centenário da República em Cinfães: antologia photographica: #1


Vista sobre a desembocadura do rio Paiva e ilha do Outeiro Escamarão (que, como a imagem deixa perceber não era uma ilha mas uma pequena península).
Década de 1960 [?]. Positivo fotográfico da colecção particular de Nuno Resende.

(A disponibilização de uma cópia digital desta fotografia está disponível para trabalhos escolares e académicos. Envie o seu pedido para historiadecinfaes@gmail.com)

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